Não peça demissão por causa do seu chefe!

Quem nunca teve um chefe que fez com que você respirasse fundo para não pedir as contas no calor do momento?

Cena do filme "Como enlouquecer seu chefe", em que o chefe de Peter se aproxima do seu cubículo para fazer microgerenciamento.
Filme “Como enlouquecer seu chefe”. Foto: Reprodução.

Você se lembra dos tempos de escola? Algumas experiências dessa fase são comuns a todos nós. Todo mundo já teve um professor incrível, desses que conseguiam fazer com que a matéria mais chata ficasse um pouco mais interessante. Em compensação, muita gente também sofreu com aquele educador que, de tão ranzinza, conseguiu acabar com toda a graça da nossa disciplina favorita.

Nas empresas, nós nos deparamos com tipos semelhantes, só que, dessa vez, eles são os nossos chefes. Ao longo de nossa carreira, alguns deles serão inspiradores e nos motivarão a fazer mais e melhor, enquanto outros serão capazes de aniquilar todo o prazer que tínhamos em desempenhar determinada atividade. Em casos extremos, eles poderão até mesmo nos levar a pedir as contas.

E é aqui que entra o meu conselho: nunca peça para sair de um emprego por não gostar de seu chefe. É só relembrar a época do colégio novamente. Quando o mestre era “um saco”, ao menos havia um consolo:

No ano que vem eu terei um novo professor para essa matéria.

Parece estranho à primeira vista, mas esse raciocínio também se aplica à nossa vida profissional. É que a dinâmica do mercado faz com que gestores e colegas de trabalho mudem o tempo todo. Em outras palavras, mais cedo ou mais tarde o seu algoz terminará conseguindo uma nova oportunidade, seja por transferência, promoção ou mesmo para assumir um desafio em uma outra organização. Quando você menos esperar, já terá um novo mandachuva em seu departamento.

Você conhece alguém que tenha mudado de colégio só porque não gostava do professor? Acho difícil. O motivo geralmente está ligado a um dos seguintes fatores:

  • Relacionamento com os colegas;
  • Ambiente da escola em si;
  • Possibilidades de desenvolvimento que a instituição oferece.

Deu para perceber que o paralelo entre a nossa formação e a nossa carreira é muito maior do que imaginamos? E é por isso que é essencial trabalharmos em um lugar que preencha os seguintes critérios:

  • Tenha pessoas bacanas (bom clima organizacional);
  • Combine com os nossos valores;
  • Proporcione boas oportunidades de crescimento. 

Portanto, se o seu chefe anda pegando no seu pé, sugiro que aguente firme, pois essa situação logo irá passar. O que importa mesmo é estar onde se sente bem e fazendo o que ama, porque aí é sempre mais fácil encontrar motivação para continuar se dedicando ao seu propósito.

Já quando o que se faz é apenas “suportável”, qualquer desculpa serve para enrolar e empurrar a “matéria chata” com a barriga. E isso sim é motivo suficiente para começar a buscar um novo emprego.


Artigo publicado originalmente em 23 de junho de 2015 no LinkedIn.

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