Entrevista com Carlos Gatell, Trainee AG

Entrevistamos Carlos Gatell, um engenheiro venezuelano que se tornou Trainee AG da turma de 2015. Ele contou tudo sobre a sua experiência, a sensação de ser aprovado em um processo seletivo com mais de 30 mil candidatos, e ainda compartilhou dicas para os aspirantes ao cargo! Confiram!

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Olá, pessoal!

As inscrições para o Trainee Internacional AG 2016 já estão acabando. Por esse motivo, eu convidei um dos trainees da companhia para contar como tem sido a sua experiência, pois achei que seria interessante tanto para quem ainda não se inscreveu quanto pra quem já garantiu a sua participação e gostaria de estar ainda mais preparado para o processo seletivo.

Um dos pontos mais bacanas do Trainee AG é que ele é totalmente global: oferece módulos no exterior e está aberto para pessoas do mundo inteiro. Daí que o nosso convidado de hoje é venezuelano! Mas eu vou deixar ele mesmo prosseguir com as devidas apresentações.

 

Conta um pouco pra gente sobre você e a sua experiência como Trainee AG.

Meu nome é Carlos Eduardo Correia Gatell, tenho 23 anos e sou natural de Barquisimeto, Venezuela. Aos 16 anos, me mudei para Caracas para começar minha formação na Universidade Simón Bolívar, em 2008. Me formei em Engenharia Mecânica, em 2014. No período de 2012/2013, participei de um Programa de Intercâmbio na cidade de Karslruhe, na Alemanha. Durante o período de faculdade, fui professor de Matemática, Física e Inglês num instituto privado dedicado a ajudar jovens a entrar na faculdade. Também trabalhei na empresa do meu pai, em venda de madeiras para construção e materiais para carpintaria.

Depois de formado, comecei a trabalhar em uma consultoria de engenharia chamada VEPICA, em Caracas. Lá, aprendi muitas coisas em relação à área de projetos. Trabalhei como engenheiro de desenho na área de equipamentos até dezembro de 2014, quando passei para o programa de trainee AG, que teve início em janeiro de 2015.

O primeiro mês foi basicamente de integração, com palestras de representantes de todas as áreas da empresa. Essa fase de integração teve muita importância para mim, pois me ajudou a entender melhor os negócios e áreas de atuação da empresa, tanto a área de construção quanto a área de investimentos.

Depois desse período, e tendo selecionado as duplas/trios de trabalho, começou o Job Rotation. Pessoalmente, foi uma experiência bastante desafiadora, pois eu precisava me preparar bem antes de passar pelas áreas e, assim, aproveitar melhor. Até agora, passei por todas as Unidades de Negócios da empresa (Brasil, Private, Energia, Negócios Estruturados, Industrial, Construção, América Latina, e EAA).

Atualmente, estou em Belo Monte. Ficarei três meses por aqui para desenvolver um projeto relacionado com LEAN. Essa será a ultima etapa do Job Rotation antes da escolha e entrada na área fim.

 

Na sua época de candidato, o que o fez escolher a AG entre outras oportunidades?

Quando me formei, já estava claro que queria participar de um programa de Trainee. Achava uma oportunidade muito interessante na qual eu poderia vivenciar um aprendizado enorme. O que me fez escolher a AG foi a  oportunidade de conhecer o funcionamento da empresa como um todo, especialmente uma empresa de um porte imenso como é a AG. Também me atraiu muito o fato de poder conversar com todos os níveis hierárquicos da empresa, desde o Board Executivo até o pessoal da operação das obras. Além disso, acho que a oportunidade de conhecer outros países e culturas é quase única nos programas de Trainee que eu conheço.

 

Como foi o processo seletivo? Em qual etapa você se sentiu mais nervoso e qual fase exigiu uma maior preparação?

O processo seletivo é bem longo. Possui várias etapas. Fiz as primeiras fases sem muito entusiasmo, pois já tinha lido que eram mais de 30.000 candidatos e só passavam cerca de 20 pessoas. Quando consegui passar para a etapa do Assessment Center, o processo tornou-se muito mais sério.

No entanto, foi no Business Game onde eu me senti mais nervoso, pois concorria diretamente com pessoas de toda a América Latina, além de que essa etapa requer um mínimo conhecimento e habilidade de resolver problemas e estruturar respostas de forma rápida, coerente e assertiva. Na verdade, foi uma surpresa receber o email dizendo que passei essa etapa.

Porém, a maior preparação foi para a entrevista com o comitê executivo. Sendo essa a etapa decisiva, soube que tinha que me preparar o melhor possível. Recebemos duas perguntas para prepararmos para essa entrevista. Lembro que consultei com alguns professores a forma de estruturar minhas respostas e levei-as em um tablet para a entrevista.

 

E como tem sido o programa? Você já teve oportunidade de viajar para o exterior? Quais foram os seus maiores aprendizados até agora?

A experiência de um programa como esse tem sido realmente única. Atualmente, não existe outro programa com essas caraterísticas. Já tive a oportunidade de conhecer os mercados da AG na Venezuela, em Portugal e no Congo. Em cada um desses mercados tive um aprendizado enorme. Desde as características técnicas de cada obra até os aspectos e dificuldades de cada país. E acho que esse tem sido o maior aprendizado das minhas viagens: entender as dificuldades de operar em países com situações políticas e econômicas diversas.

 

E como é o suporte da empresa para o seu desenvolvimento? O programa oferece coaching, treinamentos e acompanhamento da área de Gente e Gestão, entre outros. O que tem sido mais significativo para o seu amadurecimento como profissional?

Para mim, sem dúvida o coaching tem sido o mais significativo. A minha coach é uma pessoa com conhecimento aprofundado da empresa. Tivemos oportunidade de trocar ideias muito importantes em relação ao meu posicionamento na empresa, área fim do programa de trainee, construção de uma rede de relacionamentos, adaptação a uma cultura diferente etc. Acho muito boas essas iniciativas de Gente e Gestão para o desenvolvimento pessoal. Porém, a efetividade dele depende completamente do engajamento da pessoa.

 

O ano de 2015 tem se mostrado particularmente desafiador para o segmento de Construção Civil, com um mercado desaquecido e problemas que afetam diretamente a imagem do setor. Como a empresa tem trabalhado essas questões? Como os trainees têm sido preparados dentro do contexto de superação dessa crise?

A empresa vem se preparando para essa tormenta que atualmente está acontecendo no mercado de Construção Civil. Para mim o Programa de Excelência Operacional foi uma ação para mudar a maneira de fazer obras (nosso negócio principal) e para se posicionar na frente dessa situação atual. Nós trainees, tivemos uma formação dos Projetos Lean e One durante uma semana, antes de irmos para as obras e trabalhar num projeto para implementar esses projetos em áreas especificas. A alta liderança acredita nesse programa, como a maneira de sermos mais produtivos e de conseguir, no futuro, escolher nossos clientes.

 

A edição atual, com inscrições abertas até 31/08, convoca os jovens a “serem protagonistas de suas carreiras”. Como esse chamado está ligado à cultura e valores da AG? De que forma você percebe essa visão no seu dia a dia?

O chamado a “ser protagonistas de suas carreiras” resume muito bem os valores da AG. Porque seu sucesso depende de quão bem você faz as coisas e de como você se posiciona/relaciona com as pessoas na empresa (faça as coisas bem feitas e com qualidade e cultive relacionamento de longo prazo, só para dar um exemplo). Esses dois aspectos são chave para ser o protagonista de sua carreira.  Durante o programa de trainee, temos muitas oportunidades de desenvolver esses aspectos. Primeiramente, porque temos a oportunidade de conhecer pessoas de todos os níveis da empresa, desde os presidentes até os encarregados e operários de obra. Além disso, durante nossas passagens por algumas áreas, recebíamos um projeto para desenvolver, onde tínhamos também a oportunidade de mostrar nossa capacidade de “fazer bem feito”.  Enfim, são essas duas razões (conhecer pessoas e fazer trabalhos para mostrar nossa capacidade) vivenciadas no programa de trainee que nos ligam à cultura e aos valores da empresa.

 

Por fim, que dica você daria para um jovem que colocou em sua “lista de metas” se tornar um trainee AG?

Eu daria várias dicas. As básicas são conhecer um pouco a empresa antes de se candidatar, tentar ter uma pequena visão dela etc. Porém, tem uma que é particularmente importante: Seja você mesmo. Não se preocupe se você não conhece um tema específico durante as provas do Assesment ou Bussiness Game. Eu acho que o que é realmente importante é saber se defender e manter seu ponto de vista. Demostrar que, apesar de poder estar errado, você é uma pessoa com critério. Se você for estrangeiro e chegar até a última etapa, não se preocupe se você não fala português corretamente. Se preferir, fale em inglês. Eles só querem saber quem você é e como você reage nessas situações. Mais uma vez, o importante é ser autêntico, deixar os nervos para trás, e responder da maneira mais assertiva possível.

 

E é também de forma assertiva que eu enfatizo mais uma vez que as inscrições encerram no dia 31/08/2015, então a hora é agora! Não deixem de participar! 

Inscreva-se para o Trainee AG 2016.

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