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VTirinhas: Um conselho aos cartunistas

21.01.2017 | em Carreira


Zen Pencils, por Gavin Aung Than

Olá, pessoal!

Como já expliquei em outro artigo, janeiro é o mês do propósito aqui no VT. E foi por isso que escolhi essa HQ para o VTirinhas de hoje, com arte criada por Gavin Aung e texto do cartunista Bill Watterson.

Para quem não está ligando o nome à pessoa, Watterson é o criador das tirinhas de Calvin and Hobbes (Calvin e Haroldo em português). Se ainda assim você nunca tinha ouvido falar, já fica a dica para você aproveitar o fim de semana para navegar por esse mundo mágico do qual fazem parte um garoto de 6 anos e o seu tigre de pelúcia.

Além de ser um dos meus quadrinistas favoritos, Watterson tem uma história de vida bem bacana. Em um dado ponto de sua carreira, ele voltou a morar com os pais e passou a trabalhar em um emprego de meio período para ter tempo para se dedicar ao seu propósito: a criação de comic strips (os quadrinhos em forma de tiras).

Watterson teve que suportar a rejeição de seus trabalhos por 4 anos, até que conseguiu emplacar as tirinhas de Calvin, que chegaram a ser distribuídas em mais de 2 mil jornais de 50 países. Você pode saber mais sobre a sua trajetória aqui (em inglês) ou nesta tradução aqui.

É uma baita inspiração, principalmente para mim, que há mais de 6 anos (7 em fevereiro) me dedico com todo o carinho ao Vida de Trainee, ao mesmo tempo em que me divido entre outros empregos: recrutadora, professora de inglês ou servidora pública a depender da época. Eu ainda não vivo da minha arte, por assim dizer, mas tenho aprendido muito e posso dizer que esse dia se aproxima cada vez mais.

Sim, é verdade que o discurso do “fazer o que ama” está na moda, com um monte de histórias de pessoas que “largaram tudo” para viajar e conhecer o mundo, para vender doces ou distribuir flores em bikes (de algum modo, as bicicletas sempre parecem estar envolvidas) e uma infinidades de projetos tão inspiradores quanto improváveis.

A realidade, no entanto, é bem diferente. É frustrante quando nos damos conta que nem todo mundo pode abrir mão de seus meios de sustento para sair em busca de um sonho, mas todos nós podemos lutar por uma vida com valores e uma obra que tenham significado pra gente.

E vocês? O que têm feito em busca de uma vida que faça sentido?

Transcrição da HQ “Um conselho aos cartunistas”

Levar uma vida que tenha a ver com seus valores e satisfaça sua alma é algo raro. Nesta cultura que martela sem dó que a vida perfeita é cobiça e excesso, a pessoa satisfeita em fazer apenas o que gosta é considerada excêntrica, quando não subversiva. Só entende-se a ambição quando ela é um degrau em uma escada fictícia para o sucesso.

Quem fica em um emprego que exige pouco só porque deixa tempo para dar vazão a outros interesses, fazer outras coisas, é visto como fracassado. Quem abandona a carreira para ficar em casa e criar os filhos é visto como alguém que não exerce seu potencial. Como se cargo e salário fossem a única medida do homem.

Você vai ouvir de mil maneiras, algumas sutis, outras nem tanto, que precisa continuar subindo e nunca ficar satisfeito com sua posição, nem com o que faz, nem com quem você é. Existem milhões de maneiras de se vender, e eu garanto que você ficará sabendo de todas. Criar um sentido para sua vida não é fácil, mas ainda é permitido e eu acredito que o esforço trará felicidade.



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