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VT Dicas: Sobrevivendo às dinâmicas de grupo

25.09.2010 | em Dicas

Na primeira parte da série de posts sobre dinâmicas de grupo, dei algumas dicas sobre como se preparar para o temido dia. Hoje vou falar um pouco sobre a dinâmica em si, o que nela é avaliado e as situações (algumas bastante inusitadas) com que os candidatos costumam se deparar.

Etiqueta
Para uma boa participação em uma dinâmica, o bom uso da etiqueta é essencial: e não apenas a etiqueta que a Glória Kalil ensina no Fantástico, mas também a etiqueta de identificação mesmo.

Brincadeiras à parte, o “ritual das etiquetas” é a primeira parte da dinâmica a ser cumprida. Se você tiver sorte, escreverá seu nome em um daqueles crachás com cordinha (daqueles que tem de dar um nó extra para não ficar muito comprido). Se der azar, receberá uma etiqueta daquelas para impressão em computador, que fica descolando o tempo todo da sua roupa e colando no seu cabelo.

Independentemente de qual seja a sua etiqueta, preencha seu nome com letras grandes e de forma legível, para que ninguém tenha dificuldade em enxergá-lo. Caso tenha um nome comum, não deixe de anotar também o seu sobrenome.

Certa vez, estava em uma dinâmica em que um garoto trazia o nome “Léo” no crachá. Toda vez que a consultora se referia a ele, ela o chamava de Leandro. Então, quando ele foi lá pra frente fazer a sua apresentação, esclareceu: “Meu nome é Léo mesmo, não é apelido”. Lição aprendida para a consultora e para nós mesmos: Evite confusões. Não coloque apelido no crachá.

Apresentação da empresa

Gosto de observar os candidatos durante a apresentação sobre a empresa. Não raro, alguns assistem ao vídeo institucional como se estivessem em uma aula de Química Orgânica no colégio: mão no queixo, cara de sono e tédio. Esse é um momento muito importante. Como eu disse no post anterior, não se trata de “mais uma dinâmica”, e sim de conhecer melhor a empresa onde você pretende construir a sua carreira profissional. Procure ter mais respeito e demonstrar entusiasmo e interesse durante a apresentação. Você pode se surpreender e se ver ainda mais inspirado e animado a trabalhar na empresa.

Quebra-gelo

De tanto os candidatos se queixarem das atividades “sem pé nem cabeça” dos quebra-gelos (Ah, pessoas sem imaginação!) e desenvolverem teorias da conspiração sobre o que é avaliado, hoje eles raramente são utilizados em processos seletivos para trainee.

De todo o modo, é importante deixar claro que nada está sendo avaliado no momento do quebra-gelo. O objetivo da atividade é mesmo o de aliviar a tensão e integrar os candidatos.

É verdade que antigamente algumas das “brincadeiras” causavam certo constrangimento nos candidatos, provocando efeito contrário ao desejado. Por conta disso, a atividade quebra-gelo mais comum nas dinâmicas atuais é a que trabalha com algum tipo de associação a produtos da empresa, de modo que fique mais alinhada às atividades do dia.


Apresentação pessoal

Algumas dicas que gostaria de ter recebido na época em que eu ainda participava das dinâmicas como candidata.

1. A ordem dos fatores não altera o produto. Algum infeliz um dia comentou que ser o primeiro a se apresentar demonstra iniciativa. Desde então, a consultora não pode terminar a frase “quem quer ser o primei…” que várias pessoas já se levantam com esse intuito (o que demonstra mais ansiedade do que diligência). Não se prenda a detalhes como esse. Algumas consultoras, inclusive, pedem que os candidatos se apresentem na ordem, da esquerda para a direita por exemplo, para evitar essa corrida de quem fala primeiro.

2. Não se intimide. Muitos dos candidatos irão apresentar currículos capazes de deixar o Chuck Norris em crise existencial. A lista é infinita: formação em faculdade conceituada, fluência em diversos idiomas, intercâmbios para vários países, trabalho voluntário na Cruz Vermelha, projetos vencedores de prêmios. Considere uma luta de Davi contra Golias: o que importa é não se deixar intimidar e acreditar no seu potencial.

3. Treine a apresentação em casa. Essa dica bem podia estar no post de preparação para as dinâmicas, mas eu preferi colocar aqui para que todos os tópicos referentes à apresentação pessoal estivessem juntos. Não estou dizendo que você deve “decorar” a sua apresentação. Ninguém quer ouvir um “robô” falando (você já não está mais em “Feiras de Ciências” da escola). É importante falar com naturalidade, mas também é essencial planejar. Desse modo você se sentirá mais preparado e fará uma apresentação muito mais segura. Liste tudo que considerar relevante e adapte abordando mais ou menos assuntos de acordo com o tempo dado.

4. Esteja preparado para o inesperado. Além do roteiro tradicional de nome-idade-curso-experiência, é comum termos as million-dollar questions, ou seja, aquelas perguntas que te pegam de surpresa. Já vi por exemplo a consultora pedir aos candidatos que montassem uma apresentação pessoal em que nada que estivesse no currículo fosse mencionado. É aí que você terá de demonstrar bastante criatividade e jogo de cintura.

5. Apresentações sob encomenda. Falando em criatividade, muitas empresas hoje pedem que você prepare em casa uma apresentação especial para a dinâmica, que tanto pode ser em Power Point ou sem o uso de nenhum recurso tecnológico além de sua própria imaginação. Nesses casos, o importante é ser bastante inovador, mas sem se esquecer do conteúdo. A despeito de estar sobrecarregado com o trabalho, a faculdade e um sem número de atividades, não deixe de preparar a apresentação quando for solicitado. Chegar lá de mãos vazias com a desculpa de que “deu problema no computador” é o equivalente a dizer à professora que “o cachorro comeu a lição de casa”.

6. Respeite o tempo. As empresas costumam dar 3, 2 e até mesmo 1 minuto para fazer a apresentação. Em vez de só reclamar que o tempo é muito curto, é preciso levar em consideração que não é só você que está se apresentando, e sim também outros 15, 20 candidatos. É preciso que todos se apresentem sem que a atividade se torne longa demais e enfadonha. Além disso, há um cronograma com diversas atividades a ser seguido. A dinâmica ficaria muito extensa se o tempo não fosse controlado. Por isso, respeite o tempo, principalmente depois que a consultora avisar que acabou (nada de pedir para falar “só mais uma coisinha”). Também de nada adianta falar em velocidade de locutor-de-rádio-narrando-jogo-de-futebol para dar tempo de falar tudo. Planeje a sua apresentação de modo a falar de forma clara e dentro do tempo estabelecido.

7. Postura e brilho nos olhos. Procure ter uma boa postura, falar de forma segura e com bastante clareza. É importante ter confiança, mas tome cuidado para não ser considerado exibicionista ou arrogante. A forma de se colocar é um ponto chave: evite gírias e fale corretamente. Escolha bem as palavras para não ser mal interpretado. E não se esqueça do toque final: o brilho nos olhos. Esse não tem como ensinar a ter. Uma dica seria procurar demonstrar energia, entusiasmo e disposição, mas na verdade isso é algo que deve vir de forma natural: se você de fato estiver empolgado com a oportunidade, o mais difícil será conter essa animação.

Por fim, nunca é demais enfatizar a importância de ser você mesmo e o fato de cada empresa ter o seu próprio perfil. Mas esse já é um assunto que merece um post só com esse intuito.

Próximo post: Mais dicas sobre as dinâmicas de grupo

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