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VT Dicas: Painel de Negócios

08.11.2010 | em Carreira

Com o início do mês de novembro, muitos processos já ficaram pra trás e nesse momento as nossas esperanças começam a fraquejar. Mas então eis que surge no horizonte a fase final de muitos dos Programas de Trainee, o Painel de Negócios (também conhecido como Assessment Center).

A estrutura de um painel é bem semelhante à encontrada nas dinâmicas, com quebra-gelo (cada vez mais raro), apresentação pessoal, case e fechamento. Como já fiz no blog uma série de posts sobre as dinâmicas, o objetivo desse post será o de mostrar algumas das diferenças entre as duas etapas. Então… Vamos a elas!

1. Presença de gestores. Essa é talvez a maior diferença entre uma dinâmica de grupo e um painel. Enquanto nas dinâmicas normalmente encontramos apenas uma consultora e um representante do RH da empresa, as fases de painel invariavelmente contam com a presença de coordenadores, gerentes e até mesmo diretores das empresas. Embora algumas dinâmicas hoje já contem com a participação de gestores, isso é algo definitivamente mais comum na fase de painel.

E o que isso muda? Bom, na minha opinião, a avaliação fica ainda mais assertiva, pois, em geral, as pessoas presentes provavelmente serão seus gestores no caso de aprovação no processo, e não há ninguém melhor que eles para saber o perfil de que precisam, não é mesmo? Por outro lado, a responsabilidade é ainda maior: se você traz uma ideia estrategicamente inviável em uma dinâmica, pode até ser que a consultora e o RH “deixem passar”, mas experimenta falar essa mesma besteira perto de um expert da área e ele já não irá ficar muito satisfeito.

2. Apresentação pessoal sob encomenda. Já falei dessa situação no post sobre preparação para dinâmicas, mas, como é quase certo que algo nesse sentido será pedido no painel, vale relembrar. É bastante comum nessa etapa a solicitação de algum tipo de atividade especial que você deve preparar em casa para a sua apresentação no dia do painel. Em alguns casos, recursos como som e data show serão disponibilizados, em outros, tudo dependerá de sua criatividade. Poderá ser desde uma tarefa, como por exemplo trazer um case de sucesso de algum tema como sustentabilidade, a até mesmo desenvolver uma marca que lhe represente e o porquê.

E o que isso muda? Nem preciso dizer que você não pode em hipótese alguma chegar lá “de mãos vazias”, sem nada preparado. Um outro ponto é que você deve realmente se esforçar para fazer algo bem feito, ainda que em um prazo curtíssimo (2 ou 3 dias). Você pode até ter outras preocupações como trabalho, faculdade e outros, mas não se esqueça do que estar na reta final de um processo representa para você. Esse deve ser um assunto tratado como prioridade.

3. Foco em uma única área. Pelo próprio fato de essa etapa trazer gestores, muitas vezes cada painel é específico para uma área da empresa, com os próprios gestores desse departamento presentes. Afinal de contas, nesse momento o processo já está em uma fase bem avançada e os candidatos já começam a ser direcionados para a sua opção de atuação (mesmo em Programas com job rotation, o mais comum é já se ter uma “área final” pré-definida).

E o que isso muda? De cara, é quase impossível “escolher” a data, como ocorre na fase anterior, em que geralmente são dadas algumas opções. Por depender da agenda dos gestores e estar relacionado a uma área específica, no painel praticamente não há flexibilidade. Desse modo, se você está em outra cidade, prepare-se para viajar de “última hora”, pois nessa fase tudo tende a correr um pouco mais rápido do que no resto do processo.

Um outro dado importante é que os gestores esperam encontrar pessoas realmente entusiasmadas com a possibilidade de trabalhar naquela empresa/área. Portanto, deixe transbordar toda a sua energia e brilho nos olhos, bem como esteja pronto para responder perguntas como “Por que você escolheu a área X?” ou outras questões similares. Além disso, ao contrário das dinâmicas, em que os demais candidatos não são seus concorrentes diretos, no painel todos ali presentes possuem interesse na mesma vaga/área que você, o que aumenta ainda mais a percepção de competição.

4. E por falar em competição Agora não tem mais candidato “meia boca”. Todos os que estão ali são altamente qualificados e preparados e também foram aprovados em todas as etapas por que você passou. Inclusive, as chances são de que eles tenham sido aprovados para painéis de várias empresas, porque, sério mesmo, eles são “bons”.

E o que isso muda? Se você já tremia nas bases quando via todo mundo na dinâmica “ter intercâmbio” e você não, então é melhor se preparar, porque os candidatos do painel não estão pra brincadeira. Dito isso, esteja pronto para enfrentar essa situação e procure estar o mais confiante possível (faz um mantra, pede apoio dos amigos, sei lá). E quando eu falo confiante, eu não quero dizer “convencido”, e sim estar num estado de espírito em que você verdadeiramente acredita em si mesmo e no seu potencial.

5. Estudos de caso mais complexos. Com candidatos mais fortes, gestores presentes, área específica e clima de “final de campeonato”, os cases também tinham de ser incrementados, não é mesmo? Se você chegou a participar de alguma dinâmica remanescente das que não trazem cases relacionados ao negócio da empresa, essa chance simplesmente não existe no painel.

E o que isso muda? Se já era importante estudar a empresa e o segmento de negócio como preparação para as dinâmicas, para o painel isso é algo vital. Estude de modo aprofundado tudo o que puder saber sobre o ramo de atividade, desafios, oportunidades, o que os concorrentes têm feito, as notícias publicadas, tudo. Se for uma multinacional, pesquise também no site internacional da empresa e vá ainda mais a fundo, buscando notícias em inglês, vídeos, enfim: tudo que você conseguir apurar que possa lhe ajudar na solução do case.

Estude também alguns assuntos chave em administração/negócios. E se você não é dessa área então, aí é que precisa se dedicar ainda mais. Não raro, os cases envolverão fusões com outras empresas, estratégia para aumento de vendas/produção, um novo produto e vários outros temas que exigirão que você tenha um mínimo de visão de negócio. Saber aplicar os 4P’s do Marketing (e não apenas decorar o que significam), ter noções sobre o mercado, estar antenado com novas tecnologias, enfim: ter conhecimento sobre esses assuntos é essencial. Lembre-se de que alguns dos avaliadores são gestores que lidam diariamente com esses desafios na empresa e que estão bastante curiosos para saber que tipo de solução cada grupo irá trazer.

Dica extra: Conheça os produtos/serviços oferecidos pela empresa e por seus concorrentes. Você não vai querer cair numa casca de banana e pagar o mico de confundir um produto da concorrência com o da própria empresa (só digo isso porque já vi acontecer).

6. Perguntas após o case. Isso também já ocorre com bastante frequência nas dinâmicas, sendo que nos painéis é praticamente uma regra. Sei de gestores de empresas um pouco mais agressivas que chegaram a humilhar candidatos com perguntas e argumentos que basicamente diziam que toda a ideia para a solução do case era absurda e idiota. Felizmente, mesmo nessas empresas isso já não acontece mais e, embora as perguntas costumem ter um tom desafiador (vão direto nas falhas, que sempre irão existir), na verdade elas possuem o objetivo de ver a sua reação a situações adversas, bem como de “testar” a sua agilidade mental e capacidade de raciocínio rápido, coerência, equilíbrio emocional sob pressão etc.

E o que isso muda? Novamente aqui o importante é estar preparado, tanto em termos de conteúdo como psicologiamente. É também necessário um cuidado ainda maior para não interromper colegas do grupo nem se “exibir” demais.

7. Como sempre… Seja você mesmo! Esse último item nem é uma diferença entre dinâmicas e painéis, mas eu vou insistir nessa tecla até que fique entendido que, ao “interpretar papéis” em qualquer processo seletivo, você só engana a si mesmo.

É claro que os painéis podem variar enormemente de empresa para empresa. Nem todos são específicos por área, alguns são ao menos em parte realizados em Inglês e outros não pedem nada de “diferente” na Apresentação Pessoal. Sem contar que, como cada organização tem o seu próprio perfil, convém lembrar que não existem “fórmulas” nem “receitas” para ser aprovado nos processos. A intenção aqui foi mesmo a de mostrar que, no fundo, dinâmica e painel são bastante parecidos, só que o último é ainda mais desafiador que o primeiro.

Próximo Post: VT Indica – Palestras “animadas”

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